Equipe avalia sucessos do Programa
Na primeira etapa de avaliação do Programa Urbano, as entidades participantes APOIO, CCJ e MDF
uniram-se à entidade financiadora, Cafod, para avaliar os êxitos do projeto que pretende reduzir
à pobreza e facilitar o acesso ás políticas públicas às famílias de baixa renda na cidade de São Paulo,
especialmente nas zonas sul e leste.
Foram dois dias de reunião que avaliaram cada linha de ação do projeto, que tem 29 ações.
Mesmo sem o diagnóstico participativo completo, que mapeará o marco zero do projeto e definirá
quais as necessidades de cada grupo de base dos movimentos reunidos pela APOIO e nas favelas
em que atuam o CCJ e o MDF, alguns resultados já puderam ser medidos. 80 das 4230 famílias do
grupo alvo, por exemplo, são beneficiadas de programas de moradia popular no final do projeto.
Além disso, 40% do grupo alvo e 15% dos beneficiários na área do projeto se
beneficia ou já se beneficiou de algum programa social ou serviço público de forma satisfatória durante
a execução do projeto.
Linhas de ações
Entre as linhas de ações com mais atividades, destaca-se o monitoramento de projetos e programas
habitacionais municipais, estaduais, federais e de projetos bi e multilaterais urbanos com impacto na
habitação popular. Para esta ação está incluso o diálogo com o poder público e moradores, monitoramento
de projetos e desdobramentos, além do clipping que coleta informações diretamente do poder público
para monitorar suas ações.
Além disso, APOIO e MDF constituíram uma pauta de reivindicações e negociação com o poder público.
Ao todo, foram realizadas 23 audiências e reuniões com alguma autoridade da área habitacional. Estas ações
integram a ação 3, que visa realizar audiências com secretários e técnicos governamentais.
Na ação de lobby junto a representantes do legislativo, houve a participação em um ato para pressionar a
revisão do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, que culminou no engavetamento da mudança,
que pretendia fazer de algumas mudanças nas áreas já determinadas Zonas Estratégicas e Interesse Social
(Zeis) em zonas comerciais na cidade de São Paulo, especificamente no centro.
Para articular os 120 núcleos comunitários da zona leste e sul da cidade de São Paulo, as três entidades fizeram
435 visitas e reuniões nos grupos e núcleos comunitários. Ou seja, ações para assegurar o laço entre educadores,
lideranças, animadores e grupo alvo foram bem realizadas. Vale ressaltar que a juventude ligada às entidades
também se articularam no período.Outro ponto de destaque do programa são as formações de novas lideranças,
que incluem jovens e mulheres. Ao todo, mais de 40 formações aconteceram nas entidades envolvidas.
Por último vale ressaltar o encaminhamento do grupo alvo para projetos de inclusão. O CCJ com a colaboração
de jovens e mulheres do MDF e Apoio ligados ao projeto, realizou a 1ª visita ao Centro Cultural de vila Prudente
com objetivo de conhecer e trocar experiências com a ONG a respeito de cultura e juventude. No segundo
semestre deve haver mais ações conjuntas. Já a APOIO conquistou moradias definitivas para mais de 500 famílias,
além de outros atendimentos emergenciais.