23.06.2009
O Centro Cultural de Vila Prudente atingiu a maioridade. No dia 1º de novembro de 2008 completou 18 anos de vida.
E vida sem aspas porque representa a alegria e a esperança para dezenas de crianças e adolescentes, que encontram em seu interior carinho, proteção, cultura e lazer.
Como diz o fundador do Centro, padre Patrick Clarke, "façamos desta terra um lugar para todos.
Um lar de acolhida, de alegria e de esperança"!. De acordo com Patrick, irlandês de nascença e brasileiro de coração desde que veio para o Brasil em 1970, a idéia de criação de um espaço cultural e de convivência surgiu por acaso, como todas as boas idéias, no início da década de 1990.
"Queríamos alguma coisa que tivesse a ver com cultura. "Pois, como diz o Evangelho, não só de pão vive o homem. Naquela época, conhecemos três pernambucanas, artistas e politizadas dispostas a mudar a realidade. Fio então que compramos um barraco de madeira, três por quatro metros, do qual acabamos expulsos, mas com o tempo a madeira se transformou em pedra, a pedra em dois andares, estes andares na concretização de um sonho", afirma Patrick.
Para este missionário irlandês que se tornou brasileiro de fala mansa e palavras pensadas, o que o motivou nesta jornada ao longo dos anos foi o desejo de trabalhar a auto-estima das crianças da favela de Vila Prudente. "A ausência da valorização de si mesmo e do amor próprio é o caminho para a violência e uma vida fracassada."
O centro cultural atende cerca de cem crianças e adolescentes, que participam de diversas atividades, como oficinas de pintura, escultura, capoeira, violão, percussão, dança e coral.
Patrick é um grande admirador de Paulo Freire. "Acredito em seu lema: ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo. Aos 18 anos, o centro está se tornando adulto, cidadão, responsável pela sua comunidade, está exercendo seu papel de transformação social. Ele é um fazedor da paz! Bem aventurados os que são artesãos da paz!"