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Equipe avalia sucessos do Programa

23.06.2009

Na primeira etapa de avaliação do Programa Urbano, as entidades participantes APOIO, CCJ e MDF uniram-se à entidade financiadora, Cafod, para avaliar os êxitos do projeto que pretende reduzir à pobreza e facilitar o acesso ás políticas públicas às famílias de baixa renda na cidade de São Paulo, especialmente nas zonas sul e leste.

 

Foram dois dias de reunião que avaliaram cada linha de ação do projeto, que tem 29 ações.

 

Mesmo sem o diagnóstico participativo completo, que mapeará o marco zero do projeto e definirá quais as necessidades de cada grupo de base dos movimentos reunidos pela APOIO e nas favelas em que atuam o CCJ e o MDF, alguns resultados já puderam ser medidos. 80 das 4230 famílias do grupo alvo, por exemplo, são beneficiadas de programas de moradia popular no final do projeto. Além disso, 40% do grupo alvo e 15% dos beneficiários na área do projeto se beneficia ou já se beneficiou de algum programa social ou serviço público de forma satisfatória durante a execução do projeto.

 

Linhas de ações

 

Entre as linhas de ações com mais atividades, destaca-se o monitoramento de projetos e programas habitacionais municipais, estaduais, federais e de projetos bi e multilaterais urbanos com impacto na habitação popular. Para esta ação está incluso o diálogo com o poder público e moradores, monitoramento de projetos e desdobramentos, além do clipping que coleta informações diretamente do poder público para monitorar suas ações.

 

Além disso, APOIO e MDF constituíram uma pauta de reivindicações e negociação com o poder público.
Ao todo, foram realizadas 23 audiências e reuniões com alguma autoridade da área habitacional. Estas ações integram a ação 3, que visa realizar audiências com secretários e técnicos governamentais.

 

Na ação de lobby junto a representantes do legislativo, houve a participação em um ato para pressionar a revisão do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, que culminou no engavetamento da mudança, que pretendia fazer de algumas mudanças nas áreas já determinadas Zonas Estratégicas e Interesse Social (Zeis) em zonas comerciais na cidade de São Paulo, especificamente no centro.

 

Para articular os 120 núcleos comunitários da zona leste e sul da cidade de São Paulo, as três entidades fizeram 435 visitas e reuniões nos grupos e núcleos comunitários. Ou seja, ações para assegurar o laço entre educadores, lideranças, animadores e grupo alvo foram bem realizadas. Vale ressaltar que a juventude ligada às entidades também se articularam no período.Outro ponto de destaque do programa são as formações de novas lideranças, que incluem jovens e mulheres. Ao todo, mais de 40 formações aconteceram nas entidades envolvidas.

 

Por último vale ressaltar o encaminhamento do grupo alvo para projetos de inclusão. O CCJ com a colaboração de jovens e mulheres do MDF e Apoio ligados ao projeto, realizou a 1ª visita ao Centro Cultural de vila Prudente com objetivo de conhecer e trocar experiências com a ONG a respeito de cultura e juventude. No segundo semestre deve haver mais ações conjuntas. Já a APOIO conquistou moradias definitivas para mais de 500 famílias, além de outros atendimentos emergenciais.



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